rivelino
17/08/2011 22:34
Roberto Rivellino (São Paulo, 1 de janeiro de 1946) é um ex-futebolista brasileiro. Jogou de meados da década de 1960 ao fim da década de 1970 pelo Sport Club Corinthians Paulista e pelo Fluminense Football Club. Também atuou como comentarista de televisão durante a década de 1990.
Atuou em importantes clubes do Brasil. Foi titular da seleção brasileira tricampeã mundial na Copa de 70, no México. Começou sua carreira nas categorias de base do Corinthians, jogando no time profissional de 1965 a 1975, e então se transferiu para o Fluminense, onde jogou três temporadas. Jogador extraclasse, de técnica apurada na perna esquerda que lhe permitia um futebol brilhante de lançamentos longos e passes precisos, potentes chutes de longa e meia distância, foi também exímio cobrador de faltas. Maradona em várias entrevistas o considerou o melhor jogador que viu jogar.
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[editar] Carreira
[editar] Corinthians
Foi ídolo jogando pelo Corinthians, sagrando-se algumas vezes campeão: Torneio Rio-São Paulo de 1966; Torneio do Povo de 1971; e Torneio Laudo Natel de 1973.
Foi com a camisa do Corinthians que o "Reizinho" marcou mais gols (141) e jogou mais jogos (471) em toda sua carreira. E apesar de poucos títulos em clubes brasileiros, foi no Timão onde mais os venceu.
Como jogador do Corinthians foi a época na qual Rivellino fez mais sucesso na seleção brasileira: foi um dos destaques da seleção que venceu a Copa do Mundo de 1970 e recebeu o apelido dos mexicanos de "Patada Atômica"; e foi o camisa 10 do Brasil de 1974, sendo um dos poucos jogadores brasileiros que apresentaram um bom futebol nessa Copa.
Quando foi campeão do mundo em 70, Rivellino teria declarado que trocaria aquela glória por um simples título de campeão paulista pelo Corinthians. Coisa que, em dez anos de clube, ele jamais conseguiu. Teve essa chance na decisão de 1974 (ano em que também foi o principal jogador da seleção, na Copa da Alemanha), contra o Palmeiras. Mas, como todo o time, jogou mal na derrota por 1 x 0. Nos dias seguintes à perda do título, a diretoria do clube, que precisava de um bode expiatório, elegeu Rivellino como culpado. E negociou o seu passe com o Fluminense, do Rio de Janeiro. Partiu deixando um duplo sentimento de revolta e agradecimento no fundo do seu coração corintiano.
[editar] Fluminense
Rivellino estreiou no Fluminense em 8 de fevereiro de 1975, num amistoso, justamente contra o seu ex-time. O resultado foi 4 a 1 para os cariocas, com três gols seus.
O Fluminense na época foi chamado de "Máquina Tricolor", sendo considerado uma das melhores equipes da época do futebol nacional, conquistou o bicampeonato estadual (75/76) e foi por duas vezes semifinalista do campeonato brasileiro: em 1975, perde para o Internacional, e em 1976 perde para o Corinthians como troco dos 4 a 1 aplicados no amistoso 1975, neste jogo também houve a famosa Invasão Corintiana (quando cerca de 70 mil corinthianos se movem de São Paulo ao Maracanã para assistir partida única da semifinal).
Além de Rivellino, havia outros grandes craques, como Paulo César Lima, Doval, Pintinho e Edinho. Teve atuações de destaque pela equipe carioca. Em um jogo contra o Vasco da Gama marcou o gol mais famoso de sua carreira, aplicando o drible elástico no zagueiro Alcir, da equipe cruzmaltina.
Em 1978 transferiu-se para o El Helal, da Arábia Saudita, onde foi campeão da Copa do Rei e bicampeão nacional. Desavenças com o príncipe Kaled fizeram com que Rivellino encerrasse sua carreira mais cedo, em 1981, aos 35 anos.
Ainda no mesmo ano, no dia 22 de setembro de 1981, disputou uma partida como jogador do São Paulo contra a seleção da Arábia Saúdita. O jogo foi um amistoso, realizado no Morumbi, em São Paulo.[1][2]
[editar] Portuguesa de Desportos
Rivellino jogou na Portuguesa. É verdade que ele atuou menos de um tempo inteiro com a camisa da Portuguesa, mas foi o suficiente para registrar de forma enfática sua "passagem" pela Lusa.
Ele vestiu o manto rubro-verde por apenas 40 minutos, num jogo contra o Zeljeznicar, da Bósnia-Herzegovina, no dia 06 de janeiro de 1972, na época da inauguração do Canindé. A Portuguesa venceu o time da antiga Iugoslávia por 2 X 0 e, por incrível que pareça, Rivellino fez um dos gols da vitória com o pé direito. Fato raro na carreira do jogador, seja com a camisa da Seleção Brasileira, do Corinthians ou do Fluminense, já que a canhota é que era o seu "pé bom".
Um acordo entre Lusa e Corinthians permitiu que o atleta participasse somente desse jogo, um dos que marcaram uma série de amistosos internacionais que ocorreram para celebrar a abertura do estádio.
[editar] Seleção Brasileira
Na Copa do Mundo de 1970, Rivellino, ainda atuando pelo Corinthians, foi um dos destaques da Seleção Brasileira tricampeã do mundo no México em 1970, seleção esta que é tida por muitos como o melhor time de futebol já formado no mundo. Nessa época, Rivellino angariou um grande número de fãs internacionais, sendo talvez o mais famoso deles o argentino Diego Maradona, que o tinha como ídolo e exemplo em sua infância. Diego se entusiasmara pelas jogadas com a perna esquerda, já que Rivellino era canhoto como ele. Também gostava da sua postura rebelde dentro de campo, sempre de cabelos longos, gesticulando e incentivando seus companheiros. Depois da Copa de 1970, Rivellino ainda seria campeão pela Seleção Brasileira do Torneio da Minicopa, disputado no Brasil em 1972. Na Copa do Mundo de 1974, apesar de continuar se destacando e marcando belos gols, como o que fez contra a Alemanha Oriental ao cobrar uma falta extremamente precisa, mandando a bola numa brecha da barreira aberta por Jairzinho que se abaixou na hora certa, seria prejudicado pela fraca campanha da equipe. Em 1978 seria convocado para sua terceira Copa, mas acabou ficando na reserva na maior parte da competição.
[editar] Jogadas famosas
Rivellino teria começado seu futebol jogando em quadras, na modalidade conhecida por Futsal. Graças a essa origem, desenvolveu uma série de jogadas curtas com a perna esquerda que viriam a fazer grande sucesso nas categorias de base do Corinthians, mais tarde no time principal. É tido como o inventor do drible "elástico", que consiste em fazer um movimento de vai-e-vem com a bola usando o mesmo pé. Mas o próprio Rivellino já disse, por diversas vezes, que copiou o drible de um colega do futsal, de origem japonesa, o ex-camisa 8 do Corinthians Sérgio Echigo.
Excelente cobrador de faltas, chamava a atenção pelos potentes tiros desferidos com a perna esquerda. Na Copa do Mundo de 1970, o primeiro gol da seleção brasileira foi feito por ele, em uma cobrança de falta contra a Tchecoslováquia.
[editar] Apelidos
- Reizinho do Parque, dado pelo jornalista esportivo Antônio Guzmán na década de 1960, em sua época majestosa de Corinthians;
- Patada Atômica, chamado assim pelos mexicanos na campanha da Seleção Brasileira na Copa de 70, por seus potentes chutes de canhota. Outros dizem que esse apelido foi dado pelo locutor Waldyr Amaral, durante a Copa do Mundo de 1970;
- Bigode: chamado assim pelos colegas futebolistas. Quando jogador, tinha 1,71 m e 75 kg e atraía muito a atenção seu bigode, que começou a usar a partir de 1971 e que o manteve até então.
- Riva: Utilizado carinhosamente por torcedores, o apelido é uma abreviação do seu sobrenome.
[editar] Títulos
Corinthians
Fluminense
Al Hilal
Campeonato da Arábia Saudita: 1979, 1980, 1981
Copa da Arábia Saudita: 1980
Seleção brasileira
Vencedor da Copa do Mundo: 1970
4ª Colocação da Copa do Mundo: 1974
Copa do Atlântico: 1976
Mundialito de Cali - Colombia: 1977
3ª Colocação da Copa do Mundo: 1978
[editar] Prêmios
- FIFA 100: 2004
- All-Star Team da Copa do Mundo da FIFA: 1970
- Bola de Prata da Revista Placar: 1971
- Craque do time das estrelas da Copa do Mundo: 1970
- 3º Melhor Futebolista Sulamericano do ano: 1973
- 3º Futebolista Sulamericano do ano: 1976
- 2º Melhor Futebolista Sulamericano do ano: 1977
- Hall da fama do futebol internacional - International Football Hall of Fame (IFHOF): 1997
- Décimo Terceiro Maior jogador Brasileiro do Século XX pela IFFHS: 1999
- Maiores jogadores do século XX " América do Sul: 1999
- 100 Maiores Craques do Século - World Soccer (Leitores): 1999
- Premio Golden Foot Award (Lenda do Futebol): 2006
- 49 Maiores jogadores de todos os tempos - World Soccer (Júrados): 2010
[editar] Seleção da América do Sul de todos os tempos
Foi escolhido ainda para integrar a seleção da América do Sul de todos os tempos. A enquete foi realizada com cronistas esportivos de todo o mundo.[carece de fontes]
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